O E-commerce em 2009
Celulares, redes sociais e grandes varejistas devem
agitar o comércio online. Por Stelleo Tolda.
É sempre um exercício divertido pensar no futuro e tentar fazer
algumas inferências sobre o que o ano de 2009 reserva para o comércio
eletrônico.
Acredito que para “esquentar a briga”, soluções
que envolvem pagamentos nas plataformas móveis devem se destacar
neste ano que se inicia. Digo isso porque acredito que iPhone (Apple),
Android (Google) e Symbian (Nokia) concorrerão entre si para oferecer
cada vez mais soluções que integrem as facilidades móveis
com o comércio eletrônico, já consolidado de certa
forma entre os ‘heavy users’ de internet nas plataformas
fixas.
Outro fator que vai gerar certo ‘buzz’ será a entrada
da rede Casas Bahia, um dos gigantes do varejo tradicional, no comércio
eletrônico. Ainda vai faltar o Carrefour, mas com a presença
do concorrente Wal-Mart, é certo que esses gigantes a comecem
direcionar suas estratégias para o que farão em território
virtual.
A maior exploração das redes sociais online acarretará
para 2009 uma porta de entrada adicional para os internautas que ainda
não negociaram via e-commerce. As redes sociais online ou as mídias
sociais foram a grande vedete de 2008 e sua tendência é
a sofisticação das ferramentas que utilizam, dos gadgets
e widgets que oferecerão aos membros como forma também
de monetização desses ambientes.
Aposto também no maior envolvimento das empresas, sobretudo
às ligadas ao comércio/varejo, com as mídias sociais
com fins de interação, envolvimento, relacionamento e consolidação
de marca. Como disse em outra ocasião, essas redes não
poderão mais ser negligenciadas pelas empresas.
A publicidade na internet também vai evoluir: acredito em um
modelo “pay-per-performance” como um atrativo para o desenvolvimento
da mídia online e para um ganha-ganha entre anunciantes e veículos.
E, por fim, creio que as buscas serão cada vez mais verticais,
em função dos interesses e da experiência do internauta.
As buscas horizontais não perderão o espaço, mas
à medida que o internauta se sofistica, ele requer mais ferramentas
e passa a não depender tanto das tradicionais portas de entrada
da rede.
No mais, a entrada das classes menos favorecidas na internet e o maior
acesso a computadores e banda larga são previsões mais
do que certas para o ano.
Stelleo Tolda é diretor-presidente do MercadoLivre.com desde
o seu lançamento em 1999, e também editor do blog MLOG.
Fonte: IDG NOW! 23/12/2008
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